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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

A ESCOLA

A Escola era como um pequeno país, com pessoas simpáticas e antipáticas, pacientes e impacientes, generosas e egoístas, bendizentes e maldizentes, que trabalhavam juntas e juntas se construíam e desgastavam.

Disse que a Escola era como um país. E era. Tinha regras que se cumpriam e outras que não se cumpriam. Tinha governantes que eram eleitos democraticamente e governavam. Tinha governantes que, democraticamente, exerciam o seu direito de pôr, opor e dispor, conforme a influência dos seus líderes ou sensibilidades. Possuía as zonas distintas dos grupos, as pequenas capelas da oposição, os círculos presidencialistas e as largas faixas dos neutros. Em resumo: tinha um corpo docente de uma centena de indivíduos, exercendo uma das profissões mais gratificantes e esgotantes do mundo.

Por isso, quem tenha a triste ideia de pensar que levar uma escola para a frente é tarefa fácil, é porque conhece muito pouco da natureza humana e das suas fraquezas!

Fazer com que, dia após dia, uma população de, aproximadamente, mil almas, conviva em paz e sossego, recebendo cada um o que lhe é devido, desde comida a respeito, é uma tarefa que requer, por vezes, virtudes gigantes que não possuímos. Porque numa escola acontece de tudo. Uma escola não é um edifício com muitas salas onde os meninos entram a toque de campainha, recebem ensinamentos e tornam a sair. Para começar, as campainhas, de vez em quando, não tocam e então, gera-se um crescendo de gritos e assobios que, ao rolar pelos corredores, leva às portas da loucura os mais nervosos.

Uma escola faz-se todos os dias com muita Bondade e Firmeza. Fazem-na todos os que nela trabalham. Sem nenhuma excepção. E quando alguém falha (e todos os dias falham sempre alguns), as faltas vêm ao de cima como nódoas de azeite e ficam à vista de quem sabe entender. O pior é que, uma vez toleradas, se pensam aceites e se instalam de vez. Depois, como um vício, só são extirpadas com lutas penosas e o sofrimento daqueles que atacam e de quem se defende. E nem toda a gente, devemos sabê-lo, nasceu campeã de causas perdidas!

Uma escola é também um lugar onde é preciso saber, e depressa, o que se faz quando:

se partem braços

se tomam drogas

se roubam objectos

se cortam veias

se atropelam alunos

se instauram processos

se anavalham rivais

se apalpam garotas.

É o lugar onde os encarregados de educação vêm:

desabafar

perguntar

pedir

exigir

gritar

ofender

ameaçar...e, por vezes, bater! É o sítio onde mães de famílias respeitadas são desrespeitadas até à neurose, à raiva e ao pranto, só porque não possuem as doses exactas de autoridade e ternura que despertam respeito nesta seiva a ferver.

Uma escola é também um lugar cheio de explosões de sons agressivos, onde as dores de cabeça serão enxaquecas, os aborrecimentos se transformam em depressões e as depressões em psicoses.

Ah!, mas é também um lugar maravilhoso, onde os olhos de uma criança, de repente, se acendem e aquecem quem vê. É o lugar onde as lágrimas podem ocultar uma imensa alegria e um sorriso tenso, um drama sombrio.

É o país do Ontem, do Hoje e do Amanhã, onde os professores apelam incessantemente às fontes da paciência, em nome dos meninos que eles foram, e onde semeiam, sem saber se o joio vencerá o trigo ou se a colheita será farta ou não.

É o Reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.

É um país, sim, e um país singular, porque aí se exercem, a todas as horas, persistentemente, o Amor e a Paz. E isso é difícil: não nascemos anjos.

 

 

Maria Lucília Bonacho - O Futuro está a estudar

"O que foi ou o que é para vós a escola?"

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publicado por Dragão Azul às 21:55

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14 comentários:
De Cris a 16 de Dezembro de 2007 às 01:54
Dragão, na sei por que raio ontem não pude escrever tudo porque o pc bloqueva... mas concordo contigo quando dizes que não se limita ao poder central. Vejo muita desgraça à volta. Ninguém é perfeito, mas quando se sente que o desinteresse dos alunos se deve a muito boa gente que os trata como objectos, e apenas debita matéria, de forma sensaborona, lhes impinge algo sem o minimo dem otivação inicial, eu percebo o comportamento e desajuste de muitos. Quando as condições nas escolas não são as melhores por desinteresse de quem gere, a coisa complica-se ainda mais... Mas é sabido que a escola de hoje levou um corte orçamental há anos de cerca de 70% e nunca soube de nenhuma em que os docentes e alunos tivessem material de desgaste gratuito. Se te disser que até cartolinas para trabalhos temos que comprar e que há profs a pagar as fotocópias para dar aos alunos conto a pura das verdades.

bom domingo
De Dragão Azul a 19 de Dezembro de 2007 às 09:54
Amiga cris,

Tens razão mas eu sempre me coloquei do lado dos alunos porque os professores unidos já mais serão vencidos (é pá isto até parece um slogan de um qualquer sindicato... eheheheh), mas que união à entre os professores? (ou em qualquer actividade profisssional) Cada um por si, longe vão os tempos de união, dantes fazia-se greves para ganhar direitos hoje faz-se greve para não perder esses direitos e por causa de uns levam todos por tabela, Já os alunos que culpa têm se o professor A ou B entra pela sala dentro e despeja a meteria toda sem qualquer explicação? Ou só porque não vão com a cara daquele aluno lhe fazem a vida negra? É certo que em todas as profissões à bons e maus profissionais e não coloco todos ao mesmo nível.......(isto continuava se o o PC não estivesse meio apanhado)...............


Boa quarta.

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