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Sábado, 8 de Março de 2008

A Geração (à)Rasca da Parvónia, que começa por "P” como Portugal…

Pertenço a essa Geração, constituída pelos jovens licenciados, pós-graduados e mestrados, que falam duas ou mais línguas, que realizaram estágios e que só conseguem obter empregos precários com remunerações inferiores a 1000 euros e que, pasma-se, não perdem a oportunidade de se alimentarem das saborosas migalhas confeccionadas, com amor, pela mãe.

Desculpem-me o mau gosto do título que, não obstante, permite-me deliciar-me enquanto escrevo na companhia de uma amarga vitória do Benfica . E o que fazer num Domingo que não apreciar o sol e a lua lunática da Parvónia. Assim, entre secos tremoços e suculentas azeitonas (das verdes, claro), projecto para amanhã uma nova missão, um novo devir: um dia cheio de dificuldades, um dia da Geração à Rasca!

Moro na casa dos trinta, sim, esses que conhecem The Doors, the Cure, U2, Roling Stones, Sex Pistols, entre outros admiráveis artistas musicais, e que igualmente admiram Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Toni de Matos, Xutos, GNR, etc ...sim, dou desses…, desses apodados de “Geração Rasca”. Pertenço a essa Geração, constituída pelos jovens licenciados, pós-graduados e mestrados, que falam duas ou mais línguas, que realizaram estágios e que só conseguem obter empregos precários com remunerações inferiores a 1000 euros, que não perdem a oportunidade de se alimentarem das saborosas migalhas confeccionadas, com amor, pela mãe.

Os outros, os garantidos pelos diplomas, e que afirmam que têm valores, porque lutaram por causas e fizeram uma “revolução”, dizem que nós, os do mau tempo, porque lutamos numa guerra sem igual, com um inimigo sem rosto, somos invariavelmente da “Geração Rasca”.
A geração rasca que contesta por contestar e que de humilhada e inocente vítima passou a ser o "bode expiatório", fiel depositário da culpa dos males da Parvónia.

Sim, sou dessa geração qualificada que vive (arrascamente) numa qualquer Parvónia, que começa por “P” como Portugal.
Dessa geração onde ser licenciado em Medicina, Enfermagem, Economia, Gestão, Direito, Sociologia, Engenharia, Arquitectura, etc, dá direito a um acesso a um qualquer concurso para call-center, desde que, tenha menos de trinta anos, a idade da Geração (à) Rasca.

Sim, sou da Parvónia, começada por P, como Portugal.

Mas, na Parvónia, começada por “P”, como Portugal, a Geração Rasca não é só composta apenas de licenciados. É mais vasta: basta ver o trolha, o pintor, o carpinteiro, as empregadas de limpezas, etc, que optam por novas paragens. Algo é certo: os lutadores da Parvónia sabem que o mal não é cair, mas não conseguir levantar-se.
A Parvónia, começada por “P”, como Portugal, não conhece limites e alimenta-se dos seus cadáveres, caminhando distraidamente para a cova. Pior, em busca do seu alimento alimento preferido, escava sua própria sepultura...

publicado por Dragão Azul às 14:01

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De Paulo Jerónimo a 12 de Março de 2008 às 11:59
O que somos e o que valemos?
Penso que estamos a demonstrar quem é hoje está geração.Temos dias angustiados, certo, como esse texto no post, de mais um nosso comtemporâneo, mas com muito mérito de-mos no mínimo um sentido hirónico ao termo "Rasco" e Gera desta casta, que se preze, não tem problema em assumir-se com "R" maiúsculo! se o Rasco sou eu... há outras gerações que bem se podem olhar ao espelho!

Saudações.
Mr.
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